foto chico

Interrompa uma conversa, trate a pessoa como se ela fosse um cobiçado objeto de decoração e ganhe uma foto como esta ao lado!  Ela foi tirada no camarim do Sesc Copacabana na semana passada onde o super ídolo foi assistir ao show do Wilson das Neves em que eu estava fazendo coro junto com as cantoras Alice Passos e Mariana Bernardes. Não pensei duas vezes em virar tiete dentro do camarim mesmo. Pena que faltou pensar mais um pouco para decidir como fazer isso de uma forma que a minha falta de jeito não estragasse nossos sorrisos. Quem tá mais sem graça? Eu ou ele? haha Eu, óbvio! Ele deve tá pensando “Que maleta essa corista!” Mas tudo bem, da próxima vez eu me concentro na existência dele como um ser humano e não como o compositor de… ah, deixa pra lá.

show sesc wilsonO show que ele assistiu, lançamento do mais novo cd do das Neves chamado “Se me chamar, ô sorte”, foi maravilhoso. Fiquei emocionada várias vezes o que fez meu nariz entupir de uma forma que pra mim só era possível cantar “O samba é Beu dom”. Mas também não foi pra menos. Eu, grávida e resfriada, recebi uma salva de palmas da plateia pra minha barriga -Palmas para a mais nova “nevete”!, pediu o Wilson. (Explicando: o Chacrinha tinha as  Chacretes, o das Neves tem as Nevetes. Salvo as diferenças de função, claro)

Depois fui às lagrimas no “Samba para João”, do das Neves com o Chico Buarque, feita em homenagem ao bisneto do Wilson. “Talvez eu até lhe ceda o meu lugar amanhã” cantou o bivô para o João que veio ouvir sua música de cócoras no meio do palco.  Beu Deus que coisa bais fofa! Ô sorte.

Fotos de Alice Passos e Janaína Moreno

Desde o ano passado venho investindo num novo trabalho, diferente de tudo o que eu sempre fiz como trabalho. E hoje conto com orgulho que mais rápido do que eu esperava… abri um brechó!

É isso mesmo! Estou ainda me adaptando à nova vida de empresária micro empreendedora. Entre as novidades da rotina estão abrir a loja todos os dias às 9h e fechar às 18h . Ah, mas sábado é só às 10h! Tranquilo! E fecha às 17h. É um trabalho que tem me deixado muito feliz e realizada desde o primeiro dia. Não preciso dizer que ando muito cansada pois 3 vezes na semana continuo com as aulas de pandeiro na Maracatu Brasil à noite e por exemplo, nesta última semana, tive trabalhos tocando e cantando também nos outros dias depois de fechar a loja. Nenhuma razão para reclamar, só agradecer. Como sempre, família e amigos foram e ainda são essenciais para o sucesso de tudo. Espero que cada um saiba o quanto são importantes pra mim.

Ainda não marquei a inauguração com a merecida festa com muita música porque ainda estou ajeitando a loja mais um pouquinho, falta um letreiro e alguns detalhes mais pra poder fazer a festança. Mas nada impede de você me fazer uma visita dia desses! Gosta de um brechó? As peças da minha loja são super selecionadas e tem precinhos lindos. O nome é TIVE, SIM igual a música do Cartola. O endereço é Rua Ubaldino do Amaral 14, Loja D, no centro do Rio. O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 9h às 18h e sábados das 10h às 17h.

Então deixa eu ir que amanhã é dia!

Podem dizer que sou suspeita, que não vale, que não pode. Mas vou falar! Esse novo disco do Choro na Feira está digno de prêmios. Quem gosta de música instrumental tem que conhecer. Aqui no site do Luiz Brasil – que foi o produtor musical do disco – dá pra ouvir as músicas.

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Fizemos dois shows de   lançamento na semana passada, na Multifoco. Meu avô disse que foi o melhor show que ele já viu do Choro na Feira e eu acreditei.

Na terça-feira dia 29/11 saiu uma crítica do CD no jornal O Globo. Só soube no dia seguinte através do Marcelo Bernardes. Ele contou por email e eu liguei pra ele:

_ Oi Marcelo, saiu aonde que ninguém viu nem falou nada?

_Clarice, eu também não tinha visto não. O Chico é que falou pra mim na terça-feira e como eu disse que não tinha visto, ele recortou o jornal e levou para o ensaio no dia seguinte.

_Ah, tá.

 

Obs: “Chico” é o Chico Buarque de Holanda… o Marcelo é músico da banda dele há mais de 20 anos e estão ensaiando para o show de seu novo disco.

Ô Chico, que gentileza! Aposto que você discordou da cotação que o crítico deu:

Bom? ÓTIMO!

Numa manhã de sábado de abril do ano 2000 Ignez Perdigão me chamava para tocar com ela – uau!-   em Laranjeiras, numa praça ao lado de uma feira. Que horas? Agora! 9 da manhã, era pra sair correndo. Saí correndo. Peguei um táxi, sempre estressada com horários, fui tão rápido que fui a primeira a chegar. Cadê o palco?

Era muito cedo e na verdade eu não tinha entendido… era pra sentar no banco da praça e tocar! Uma ideia genial na sua singeleza.  E assim fizemos, tocamos. E assim a música foi juntando gente, e foram se aprochegando músicos, e mais gente, e mais música, uma festa. Depois daquele primeiro sábado de abril de 2000 vieram todos os outros dos 10 anos seguintes.

Na casa da Ignez, em 2001. Matias Correa, Marcelo Bernardes, Franklin da Flauta, Domingos Teixeira, Ignez Perdigão e eu.

Com muitos personagens, episódios, amigos, amor, paciência, aprendizado, crescimento e, principalmente, muitas horas de som, a história do Choro na Feira vem sendo escrita e tenho muito orgulho de ser parte integrante dela, desde a primeira nota soada embaixo daquela pata-de-vaca.

Outro dia, em abril de 2011, começamos a gravação do nosso quarto disco. Com produção musical do super Luiz Brasil e produção executiva de Clarice Maga do Pandeiro, em breve vocês poderão conferir mais essa realização do grupo que, modéstia a parte, está ficando maravilhoso.

A piada do Feliz Ano Novo só depois que passa o carnaval nunca fez tanto sentido. O post anterior foi escrito no ano passado! O desenrolar da enquete sobre o nome que deveria ser dado ao bloco de pandeiros foi o seguinte:

O nome Tum Tá Que Tá foi o mais votado nos comentários e assim foi batizado o nosso bloco. Ensaiamos exaustivamente até o dia da nossa primeira saída no sábado de carnaval e… olha que coisa linda, mesmo com a chuva, nosso desfile foi inesquecível!!

Na foto (by Irene Walsh) à esquerda você vê o luxuoso estandarte feito com capricho pela minha tia Valentina (com as ajudas minha e da pandeirista Eliane Teixeira) e carregado pela linda Andrea Sayão, a porta-estandarte eleita bem no momento em que o trânsito foi fechado para a nossa passagem.

Eu estou ali de costas fantasiada de anjinha, cheia de orgulho. Em outras palavras, metiiiiida… regendo os pandeiristas com um apito, irmão do apito do controlador de trânsito que (metiiiiido) mandava os carros se desviarem da nossa pista. Viva o carnaval que nos dá uma pista do asfalto embaixo dos Arcos da Lapa pra andarmos na contramão, só na batucada dos pandeiros. Viva os pandeiristas do Tum Tá Que Tá devidamente batizados pela chuva do primeiro dia de carnaval de 2011: Bia, Claúdio, Edi, Sandor, Eliane, Maria, Ranjan, Anibal, Guilherme, Wolf, Marcello, Fito, Humberto, Carmen, Bjorn, Soumia e Júlio!

Obrigada a todos por essa realização: Philippe Leon que produziu as lindas camisas que ainda podem ser compradas através do site dele, à minha família amada e especialmente a todos da Maracatu Brasil.

Ano que vem, que venha!

Os planos para 2011 são muitos. Tantos que nem sei. O primeiro deles começa a ser realizado no dia 10 de janeiro quando volta a minha turma de pandeiro da Maracatu a praticar o nosso incansável balé de mãos coordenadas entre tapas e graves e dedos. Uma nova turma de iniciantes iniciar-se-á também. E todos juntos ensaiaremos para uma saída brejeira no carnaval 2011 no início de março.

A enquete é sobre o nome da agremiação, que ainda não tem forma, nem cores.  Seremos uns 15, 20 pandeiristas desfilando com muita humildade na aba de algum bloco, não exatamente atrás dele, mas feito rastro, exalando paticunduns feito perfume.

Darei, como um pontapé inicial, algumas sugestões:

  • Pandeiramos
  • Luxuoso
  • Tum Tá que tá
  • Pá e amor

Vote num desses nomes para o nosso bloco carnavalesco ou crie a sua sugestão através de um comentário! Para saber mais sobre a minha oficina de pandeiro e também como participar, entre na página Pandeiro/11, aqui mesmo no site, ali em cima mais à direita.

Eu já tenho o meu nome preferido. Mas não vou falar!

Desejo que 2011 seja um ano de muita saúde, amor, harmonia e criatividade para todos nós!

 

ilustração pandeiro: Daniel Gnattali

Não preciso dizer o quando foi divertido gravar isso!

Obrigada Mandinga Produções e a todos os amigos que se dedicaram e abrilhantaram este video.

Meu saravá!

Tendo ao fundo o pronunciamento da nossa nova presidente dizendo que vai erradicar a miséria no Brasil, venho escrever no meu singelo blog torcendo para que ela nos dê essa felicidade, ou pelo menos uma importante contribuição para isso.

Amanhã, mês novo, futura presidenta nova e… turma de pandeiro nova! Semana passada os meus 11 alunos fizeram uma apresentação de conclusão de trimestre sensacional tocando nada menos que 7 ritmos diferentes: capoeira, bolero, afoxé, samba, marchinha, baião e ciranda!! Acompanhados do sanfoneiro Ricardo Rito e com a participação da cantora Karine Lopes. O registro foi feito em video e assim que chegar às minhas mãos, coloco aqui.

Agradecimentos especiais a toda turma da Maracatu Brasil. Estou tendo um grande prazer em fazer parte da equipe de professores de lá.  O “patrão” Guto Goffi está me dando a honra de ser meu aluno desde agosto! Que figura!

O próximo show meu será no dia 5 de novembro, encerrando o Desafio Solar 2010 em Paraty que é um evento realizado pelo pólo náutico da UFRJ. O Desafio Solar é uma competição de barcos movidos a energia solar, que legal, né? E eu lá! Depois conto como foi.

No dia seguinte, dia 6 de novembro, a minha irmã chega de Chicago com maridão e Zara Blue, minha afilhada. Hoje foi Haloween nos EUA, olha como passou a família Gomes:

Ah, querendo participar de uma aula na Maracatu (Rua Ipiranga n°49) só pra ver como é, é só chegar! Os novos horários ficaram assim:

Turma iniciantes: segundas e quartas de 20:30 às 22h

Turma iniciados: segundas e quasrtas 19:00 às 20:30h

Tem mais informações sobre as oficinas na página pandeiro/10, aqui no blog mesmo!

Pra você que ainda não foi assistir ao meu show porque era sempre num horário difícil, num dia ruim, esta é a sua oportunidade de, no mínimo, me deixar contente com a sua presença. Sexta e sábado, no Centro de Referência da Música Carioca, eu estarei bem acompanhada de Tuninho Galante (violão e guitarra), Cristiane Cotrim (cavaquinho), Bruno Repsold (baixo acústico), Cláudio Brito (percussão), Anderson Vilmar (percussão) e Thiago Queiroz (sopros) para mais um show de lançamento do meu primeiro cd solo.

Fim de semana desses eu estava em São Paulo (de novo!) para ser a “nevete” (Chacrinha tem as chacretes, Wilson das Neves tem as nevetes) do sambista Wilson das Neves, junto com a minha amiga querida Mariana Bernardes. Aqui está um video que alguém fez do primeiro dia de show.

Mas peraí, eu li ali em cima “fotos reveladoras”… Como assim?

Essas são fotos da gravação do clipe da música “Meu saravá”, feito pelo pessoal da Mandinga produções, com a participação de um monte de amigos maravilhosos. Elas revelam o quanto foi divertido fazer esse negócio. Comigo na foto, os atores Pedro Emmanuel, Daniel Braga e Pedrinho Miranda! “Clarice e os Dom dom dim dim dom”, vocês vão ver em breve. Aliás, já tem data! 18 de novembro lançaremos o clipe na Multifoco, com show e surpresinhas. É uma quinta feira. Anote aí para, no mínimo, comer um bolinho comigo pois será o dia seguinte ao meu aniversário : )

Quinta passada parti de buzum pra São Paulo. Fui encontrar o patrão que participava com a sua editora pela primeira vez da Bienal de Livros, fui ajudar o que podia e prestigiar. Com quase nenhum dinheiro no bolso, com tudo atrasando pro meu lado, como por exemplo o motorista de ônibus daqui que me fez saltar há 1 km da Rodoviária Novo Rio, andar no sol carregando bolsa, mochila e mais um canudo pesado que me pediram por favor pra levar, enfim… mesmo assim eu não estava mal humorada. Depois da viagem cansativa eu entendi o porquê de tudo. Explico.

Estou eu em pé no Terminal Rodoviário Tietê aguardando almas boas me buscarem de carro, quando exatamente na minha frente salta Baby Consuelo (ou Baby do Brasil, mas deixa eu ficar com a minha memória afetiva feliz) que ficou uns 20 minutos arrumando suas coisas, ao lado da mãe, para embarcar em algum ônibus.

Depois de me certificar (com a mãe Consuelo) de que era realmente ela, peguei um cd meu da minha mochila e fui até a minha musa pra dizer que eu era muito fã e dar o cd a ela. Ela abriu um sorriso e me deu um abraço, pediu para eu fazer um dedicatória… que lindo! Escrevi “Baby, Obrigada pela eterna influência… da fã que te ama, Clarice”. É a Baby, gente!!! Durante muito tempo eu queria ser ela, vivendo numa fazenda com os Novos Baianos… todo mundo barbudo, jogando futebol e tendo filhos, ai ai, confesso mesmo, foi inesquecível dar o meu cd pra ela e receber seus votos de sucesso.

É, eu acredito em Ets, e também que tudo faz sentido, até a caminhada no sol pra pegar o ônibus um pouco depois, a falta de dinheiro para pegar um táxi… Só não acredito no Rá do Thomas Green Morton, de resto é só se conectar com os bons ventos que ele te leva pra boa.

E depois dessa super recepção, o resto do fim de semana foi muito legal também. A Editora Multifoco (a do patrão) estava linda na Bienal, com um stand todo feito de papelão feito pelo artista Marcos Feio, eu ajudei um pouco distribuindo panfletos e falando do trabalho deles. E ainda arrumei dois alunos de pandeiro – Milton Santos e José Henrique – que me buscaram e levaram em casa para a aula. Foi muito legal!

Um agradecimento especial à querida amiga Patricia que nos recebeu em sua casa maravilhosa para essa mini temporada paulista : )

Obs: a foto ótima da Baby com o pandeiro eu não faço ideia de quem tirou, e a dos alunos foi tirada pela namorada do Henrique, Karina!

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