Eles são a alegria das minhas quartas feiras no Trapiche Gamboa. Pela ordem que aparece no vídeo: Alfredo Del-Penho, Pedro Miranda, Pedro Amorim e Paulino Dias gravaram para o meu cd semana passada o samba ”Ouvido de mercador”, do Alfredo. Juntos eles são o Samba de Fato.

Eu teria que falar de cada um desses 4 amigos pra este post ser suficiente. Com cada um meu caminho cruzou de formas diferentes, sempre especiais. Mas vou dedicar os parágrafos abaixo a um só, pode ser?

Euzinha não tinha nem 10 anos quando ele tocava o interfone sem dó péééééééé (era bem alto o interfone lá de casa). O amigo da escola do Diogo - meu irmão que é 3 anos mais velho que eu - vinha pra filar café da manhã todo dia umas 7 da manhã mais ou menos. Cara de pau ou vontade de perturbar os outros, ninguém lá em casa se incomodava. O garoto era tão simpático e carismático que todo mundo adorava.

O Pedrinho Miranda virou praticamente mais um filho da minha mãe, que já tinha Leticia, Diogo e Clarice. Daí pra brigar puxando o cabelo foi bem rápido. Ele e meu irmão massacravam a pobre caçula da família… eu era de fedelha pra baixo.

Tinha eu 14 anos de idade quando a Leticia arrumou da gente entrar pra um grupo de teatro, todos juntos. Santa Leticia! Lá tínhamos aula de música entre as de interpretação e técnica de Alexander

O Pedrinho comprou um pandeiro, eu comprei em seguida. Resumindo a ópera. Namoramos durante 4 anos da nossa juventude esperta, pandeiro de lá e de cá, ele me levou pras rodas de samba que começava a descobrir e que das quais em seguida seria nobre proliferador. 

Invertendo os papéis, há um mês mais ou menos eu gravei coro no novíssimo cd dele que está ficando pronto. A nossa amiga Mariana tirou esta foto e, quando ele viu o resultado na camera digital, falou implicante com a fotógrafa: -Poxa, nem deu pra ver que estávamos de mãos dadas!