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A primeira vez que eu falei com o Marceu Vieira foi assim… ele era jornalista da revista Época e estava fazendo uma reportagem sobre as rodas de choro cheias de jovens no boteco mais querido do Rio, o Bip Bip. Alguém deu o meu telefone pra ele porque eu vivia lá nas rodas de terça-feira. Mas o que ficou dessa ligação foi que, depois de encerrada a conversa, eu tive a… cara de pau? de ligar pra ele de volta só pra dizer: _Oi Marceu, sou eu de novo! É que meu nome é Clarice com c, tá?
Pronto. Isso foi no século passado e até hoje pra ele eu sou a “Clarice com c”. O Tuninho, que me conheceu através do Marceu, me chama assim. Eu mereço, né! Vamos dar um desconto pra moça que era muito novinha na época, e achava um erro gravíssimo Clarice sair escrito com dois “s” na revista.
O Marceu ficou amigo da minha irmã (Leticia), que era amiga da Teresa (Cristina) que era amiga dele. A Leticia falava de mim pra ele, que eu tocava, cantava… depois é que ligamos as histórias e tudo se confunde como se, apesar de não nos conhecermos antes, estivéssemos todos pulando no mesmo bloco.
A evolução na avenida foi assim: Marceu revelou-se letrista de primeira, foi gravado por cantoras maravilhosas – Ana Costa, Nilze Carvalho, Mariana Baltar, Luciane Menezes - e agora encanta com sua linda voz nos shows que faz mostrando suas composições com o parceiro Tuninho Galante. E o mais importante: É O LETRISTA DA MI-NHA MÚSICA! A linda música, que vai abrir o meu cd, chama-se Meu Saravá! Confira uma parte da letra:
“Já vi sambar, em Madureira
Moça brejeira, pra Lapa inteira
Meu saravá!
Se bobear, Botsuana
Angola, Gana, da nossa fama
Ouviu falar
Vou dizer mais, eu sou ligeira
Sou brasileira, sou batuqueira, sei rebolar
Maracanã, Santa Teresa
Tudo limpeza, do Leme a Jacarepaguá
Não sei beber Pepsi-cola
Nem Coca-Cola, cola por cola sou Guaraná
Pandeiro eu, e tu pandeiras
Pandeira ele, nós pandeiramos
Vós pandeirais”
O resto ouvirão em breve!!

