Quando eu escrevi ao amigo  Edu Krieger perguntando se ele teria alguma composição inédita pra eu gravar, ele  me atendeu com prontidão enviando  uma única canção e dizendo “Que tal uma ciranda? Chama-se “Na areia”. Tem uma melodia meio sinuosa mas é bem simples, com temática praiera, acho que pode ficar bem singela na sua voz suave e afinadézima…” . Adorei a delicadeza : ) e ainda me apaixonei pela música na primeira ouvida! Tenho um carinho especial por cirandas, a primeira música que comecei a cantar no Pandemonium (meu primeiro grupo) era uma ciranda.

Para fazer a percussão da ciranda eu chamei o meu amigo Marcello Mattos.  O Marcello é um dos poucos percussionistas que eu conheço com autoridade no assunto ciranda. Ele é músico estudioso dos ritmos brasileiros e tem muita experiência em tocar esse tipo de repertório. Não deu outra, na Cedro Rosa ele fez bonito!! Gravou surdo e caixa.

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Dias depois o estúdio foi invadido por sereias! As flautistas Alice Passos, Bebel Nicioli, Clarice Nicioli e Gabriela Góes deixaram o cd mais florido. Elas gravaram a introdução (e a extrodução) que eu escrevi pra flautas doces. Detalhe importante: foi a primeira vez que algo que eu escrevi assim, como arranjo, foi gravado! Eu acho que ficou ótimo, mas sou suspeita…

Quem ficou muito encantado com as flautistas foi o Tuninho. Depois que elas foram embora fez uma linda música pra elas chamada “Erês Sereias”. Inspiradoras, olha como são todas lindas:

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