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Você pode não saber mas com certeza já ouviu esse baiano tocar, e muito. Muito em quantidade e qualidade. Se você der uma olhada na biografia dele vai entender o por quê de eu estar falando isso. Até Grammy de melhor produtor musical (da Cássia Eller) o cara já ganhou – e eu nem sabia, acabei de descobrir lendo no site dele… Caraca, Luiz!!
Fomos apresentados numa das tardes de sábado da General Glicério. Ele, que é morador de Laranjeiras, se encantou com o que a gente fazia ali no banco da praça. Já era amigo da Ignez e virou frequentador assíduo da feira, dando maravilhosas canjas com seu violão tenor. O ano era 2003 e o Choro na Feira estava com um cd gravado pela metade, meio paralizado por questões operacionais. O Luiz com seu jeito arretado – o cara é energia pura - nos pegou pelo braço e produziu o cd, virando nosso parceiro inesquecível.
Daí começou a minha admiração e uma amizade muito legal. O Luiz é um dos caras mais amigos que eu já vi, uma pessoa que não mede esforços pra ajudar e trata os que estão a sua volta como essenciais, especiais. É assim que eu sinto, é muito maneiro.
Para a música “O pescador e a serreia” o Marcelo Bernardes escreveu um LINDO arranjo e convidamos o Luiz Brasil pra fazer o violão. O nosso rei do frisbie gravou os violões (nylon e aço) com um swing que não dá pra
explicar assim num simples post, só ouvindo mesmo.
Pra mim ele já ganhou o segundo Grammy da carreira: melhor violão de afoxé de todos os tempos! Valeu, brasileru!!!
