Assim dizia o meu pai. Era uma das frases que ele mandava do nada. Não tinha um sentido claro, nem a ver com um assunto que estava sendo falado. Combinava com um silêncio qualquer, na fila de um cinema ou ao sentarmos num restaurante: _Graaandes possibilidades. A entonação era de um suspiro de “ai, ai”. Mas sério, como se as possibilidades fossem realmente grandes. Não sei explicar, era engraçado e gostoso de ouvir. Ele estava feliz.

Dois de julho, hoje pela décima terceira vez, a Terra está no mesmo lugar em relação ao Sol. Compliquei? Nada de mais. Quem perdeu uma pessoa assim tão amada sabe que esse choro não é exatamente de tristeza, nem de saudade. É um choro que simplesmente se mostra, porque vive dentro da gente. E é bom. Bom que apareça de vez em quando.

_Eles estão desesperados!!! Nas partidas de vôlei que jogava toda semana, ele gritava (como o próprio desesperado) por estar perdendo ou por estar ganhando, tanto faz,  implicando com os adversários. Às vezes eu tento mandar essa nas peladas que eu jogo, mas ninguém acha graça.

cla post 3“No fundo do peito a infância é um desmaio/  no mundo redondo rodando num raio/  a vertigem da vida que vem e que vai”

Estes são versos da música do Catoni com o Sérgio Fonseca, chamada Vertigem, que gravei no meu cd. As palavras do Sérgio Fonseca, do meu jeito, a cada dia eu entendo e gosto mais.

O Tuninho me ligou e disse pra eu ir no estúdio hoje fazer uma audição do cd, pode ser que esteja pronto pra masterizar… será?? Sem ansiedade e com todo amor que esse trabalho merece, ouvirei pela primeira vez mixadas as 12 faixas do meu primeiro disco solo.

Graaandes possibilidades!