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Quinta passada parti de buzum pra São Paulo. Fui encontrar o patrão que participava com a sua editora pela primeira vez da Bienal de Livros, fui ajudar o que podia e prestigiar. Com quase nenhum dinheiro no bolso, com tudo atrasando pro meu lado, como por exemplo o motorista de ônibus daqui que me fez saltar há 1 km da Rodoviária Novo Rio, andar no sol carregando bolsa, mochila e mais um canudo pesado que me pediram por favor pra levar, enfim… mesmo assim eu não estava mal humorada. Depois da viagem cansativa eu entendi o porquê de tudo. Explico.

Estou eu em pé no Terminal Rodoviário Tietê aguardando almas boas me buscarem de carro, quando exatamente na minha frente salta Baby Consuelo (ou Baby do Brasil, mas deixa eu ficar com a minha memória afetiva feliz) que ficou uns 20 minutos arrumando suas coisas, ao lado da mãe, para embarcar em algum ônibus.

Depois de me certificar (com a mãe Consuelo) de que era realmente ela, peguei um cd meu da minha mochila e fui até a minha musa pra dizer que eu era muito fã e dar o cd a ela. Ela abriu um sorriso e me deu um abraço, pediu para eu fazer um dedicatória… que lindo! Escrevi “Baby, Obrigada pela eterna influência… da fã que te ama, Clarice”. É a Baby, gente!!! Durante muito tempo eu queria ser ela, vivendo numa fazenda com os Novos Baianos… todo mundo barbudo, jogando futebol e tendo filhos, ai ai, confesso mesmo, foi inesquecível dar o meu cd pra ela e receber seus votos de sucesso.

É, eu acredito em Ets, e também que tudo faz sentido, até a caminhada no sol pra pegar o ônibus um pouco depois, a falta de dinheiro para pegar um táxi… Só não acredito no Rá do Thomas Green Morton, de resto é só se conectar com os bons ventos que ele te leva pra boa.

E depois dessa super recepção, o resto do fim de semana foi muito legal também. A Editora Multifoco (a do patrão) estava linda na Bienal, com um stand todo feito de papelão feito pelo artista Marcos Feio, eu ajudei um pouco distribuindo panfletos e falando do trabalho deles. E ainda arrumei dois alunos de pandeiro – Milton Santos e José Henrique – que me buscaram e levaram em casa para a aula. Foi muito legal!

Um agradecimento especial à querida amiga Patricia que nos recebeu em sua casa maravilhosa para essa mini temporada paulista : )

Obs: a foto ótima da Baby com o pandeiro eu não faço ideia de quem tirou, e a dos alunos foi tirada pela namorada do Henrique, Karina!

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