Numa manhã de sábado de abril do ano 2000 Ignez Perdigão me chamava para tocar com ela – uau!- em Laranjeiras, numa praça ao lado de uma feira. Que horas? Agora! 9 da manhã, era pra sair correndo. Saí correndo. Peguei um táxi, sempre estressada com horários, fui tão rápido que fui a primeira a chegar. Cadê o palco?
Era muito cedo e na verdade eu não tinha entendido… era pra sentar no banco da praça e tocar! Uma ideia genial na sua singeleza. E assim fizemos, tocamos. E assim a música foi juntando gente, e foram se aprochegando músicos, e mais gente, e mais música, uma festa. Depois daquele primeiro sábado de abril de 2000 vieram todos os outros dos 10 anos seguintes.

Na casa da Ignez, em 2001. Matias Correa, Marcelo Bernardes, Franklin da Flauta, Domingos Teixeira, Ignez Perdigão e eu.
Com muitos personagens, episódios, amigos, amor, paciência, aprendizado, crescimento e, principalmente, muitas horas de som, a história do Choro na Feira vem sendo escrita e tenho muito orgulho de ser parte integrante dela, desde a primeira nota soada embaixo daquela pata-de-vaca.
Outro dia, em abril de 2011, começamos a gravação do nosso quarto disco. Com produção musical do super Luiz Brasil e produção executiva de Clarice Maga do Pandeiro, em breve vocês poderão conferir mais essa realização do grupo que, modéstia a parte, está ficando maravilhoso.

4 comentários
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9 09UTC maio 09UTC 2011 às 10:28 am
Tuninho Galante
Que legal, Clarice, tô doido pra ouvir esse disco.
9 09UTC maio 09UTC 2011 às 11:47 am
Valéria
Que notícia boa!!!! Bjs!
11 11UTC maio 11UTC 2011 às 1:28 am
Ricardo tio
Minha sobrinha,quantos anos vc na rua e até hoje ainda não tive o prazer de te ouvir, pelo menos ao vivo.Espero ter essa oportunidade.Bjs
12 12UTC maio 12UTC 2011 às 11:17 am
Romildo Guerrante
Clarice, quando eu soube do Choro na Feira a coisa já rolava há bem uns três anos. Quem me falou na época foi o Lima de Amorim (que tava em aprendizado de cavaco) – ou teria sido o Xico Teixeira? -, não me lembro bem. Pôxa, lá se vão 11 anos! Parabéns! Vamos ouvir vocês ao vivo e em casa, trabalhando. O choro faz muito bem à alma. E a gente conhecendo vocês, melhor ainda, fica ouvindo as notas e imaginando os rostos reagindo ao ritmo, à cadência, aos acordes. Beleza pura!