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Era pra ser a véspera da nossa final na Copa 2010. Não foi. Mas você está atrás de títulos? Então eu tenho a programação perfeita pro seu sábado à noite: Wilson das Neves é baterista, cantor, compositor e, se caísse uma bomba na descrição dele no wikipédia teríamos um grande problema para reconstelar a MPB.  O ícone do nosso samba fará uma participação especialíssima no meu show lá na Multifoco cantando alguns dos seus sucessos.

Irene Walsh também dará o ar da graça. Quem acompanha este blog sabe quem é a Irene. Cantora americana que me recebeu em sua casa em Nova York durante uma semana em abril,  ela me botou pra dar aula de pandeiro a todos os novaioquinos que sabiam o que era um pandeiro… e eram muitos! Eu cantei com o grupo dela numa roda de samba no Brooklyn e, como ela veio pro Brasil, chegou ontem, vou botá-la pra cantar também. A Irene vai passar uma temporada aqui para filmar um documentário sobre um tesouro nosso que virou a paixão dela: o samba.

> Na quarta feira, dia 14, estarei como “nevete”, fazendo coro pro Wilson das Neves, ao lado de Mariana Bernardes e Bia Paes Leme, no Estrela da Lapa, lançando o novo CD do Wilson.

> Este mês estou formando a minha primeira turma de iniciantes da Maracatu Brasil. Vão me chamar de mentirosa por aí porque estão todos tocando muito bem, vão dizer que eu peguei um monte de profissoinais pra dizer que dou aula bem… Enfim, em agosto começo uma nova turma.

Até sábado!

Uma vez por mês estarei na Multifoco, sempre com mais alguém.

Acompanhada de Tuninho Galante (violão), Thiago Oliveira (sax), Cristiane Cotrim (cavaco), Marcello Mattos (percussão), Anderson Vilmar (percussão) e Julio Florindo (percussão). O mais alguém da primeira noite será o cantor e compositor Edu Krieger, de quem gravei 2 músicas: Na areia e Valsa noturna (dele com Pedro Holanda).

Arte da divulgação: Luiza Romar e Aline Marion (Multifoco)

Foto: Abel

Quando eu já estava em Chicago, minha amiga Lali me mandou um email dizendo que eu tinha porque tinha que entrar em contato com um amigo dela chamado Flavian, que morava lá, que era expert em cultura africana e que podia me levar pra assistir a uma apresentação de música gospel bem tradicional, que ia ser muito legal, que ele conhecia todas as igrejas que tinha gospel, e etc, etc…

Só fui escrever pro Flavian na véspera do meu show (um mês depois de eu ter chegado), dizendo – amanhã vou cantar na Old Town School, vá lá assistir, sou amiga da Lali, depois a gente combina de ir numa igreja… E ele foi me assisir! Depois do show veio, com um amigo do lado, dizer que gostaram muito e que a gente podia combinar de ir assistir a um gospel no fim de semana.

O domingo era de Páscoa. Antes de irmos à igreja passamos no almoço de uns amigos dele onde estava Himanshu, o tal que assistira ao meu show com Flavian. Himanshu, indiano e figuraça, contou que trabalhava com filmes e que adoraria fazer um “video music” de uma das minhas músicas.

Eu:  -Amanhã?

Ele: -Marcado!

Depois do almoço fomos eu e Flavian no bairro de Garfield Ridge, um bairro negro. Bairro negro… estranho isso, né? Mas é assim mesmo, só tinha negros nesse bairro. Lá tinha muitas igrejas e de muitas delas ouvia-se música saindo de dentro. Entramos em uma em que um amigo dele estaria tocando. Tinha bem pouca gente. Uma certa hora um grupo de umas 10 pessoas subiu ao altar pra cantar em coro, muito bonito. E depois um cantor, solista, cantou acompanhado de dois teclados. O cara cantava muito, uns agudos nunca dantes navegados por meus ouvidos.

No dia seguinte estávamos novamente eu e Flavian, agora em frente à portaria do trabalho do Himanshu, esperando ele descer às 16h. Ele sairia mais cedo da empresa pra gente fazer nosso video clipe. Assim que Himanshu entrou no carro avisou: “teremos apenas 2 horas pra filmar porque tenho que voltar ao trabalho às 18h!” E assim, com a ajuda essencial do  Flavian sendo motorista e assistente do diretor, e com direção de Himanshu Kothari, gravamos o video da música “Tempo Bom”, que é minha e do Domenico Lancellotti. Ficou assim:

Quando eu digo que essa viagem de 2 meses pareceu de 2 anos, é por isso… aconteceu de um tudo!

Não me lembro como exatamente, num dos intervalo de 40 minutos da roda de samba do Trapiche Gamboa, conheci e bati papo com Irene. Rapidamente lhe contei muitos babados da minha vida e ela que era uma cantora “new yorker” apaixonada por samba. Convidei-a pra cantar na roda. Irene cantou duas músicas. No final da noite me deu seu cartão pra que eu entrasse em contato com ela caso um dia aparecesse em Nova Yorque. Chicago é tão perto de Nova Yorque que resolvi escrever pra Irene… Resumindo, fiquei uma semana chamando o sofá dela de meu.

Irene (leia “ai-rin”) me surpreendeu com seu grupo de samba multinacional. O quarteto que a acompanha é formado pelo japonês Yasu Okkotsu no violão, o cavaquinista e percussionista da República Dominicana Marcos de Castro, o indiano Ranjan Ramchandani na percussão, o brasileiro Humberto Rosário no cavaquinho e ela,  a americana Irene Walsh na voz, cantando em português sem sotaque. Todos estão aqui no vídeo que eu fiz num ensaio na casa da Irene (meu sofá ao fundo). Eles fazem uma roda de samba num lugar chamado Beco Bar, um restaurante pequeno de comida brasileira que fica no Brooklyn.

Irene então me chamou pra participar da roda do Beco Bar como uma convidada especial cantando 4 músicas do meu cd, fazendo assim um pequeno lançamento lá. O registro está aqui, muito escuro, mas dá pra sentir bem o clima da festa. A música é “Vertigem”, de Catoni e Sérgio Fonseca, e o solo de atabaque no início e no fim é do Ranjan, o indiano que me deu aula de pandeiro.

A Irene, que virou uma grande amiga,  me botou pra trabalhar sem dó. Na uma semana que fiquei lá, além dos ensaios pra minha participação na roda, tive duas turmas de workshop de pandeiro, mais uma aula individual e uma em dupla, um total de muitas horas pandeirando sem parar. Obrigada, Irene! Foi muito prazeroso passear e trabalhar junto. Melhor impossível.

Em apenas uma semana que fiquei em Nova Yorque fiz o máximo de coisas que consegui pra conhecer a cidade, às vezes até deixando de comer porque não dava tempo! Descobri que o Central Park devia se chamar Central City (aquilo é uma outra cidade dentro de Nova Yorque!), fui no Museu de História Natural, no museu de tributo ao World Trade Center, comi num McDonald’s (programa raíz), vi a vista da cidade do prédio Top of the Rock, assisti a uma “play reading” Off Broadway com uns atores muito bons (a Irene é atriz e conhecia o grupo que encenou para um público pequeno), além de passear na Time Square, conhecer o MoMA, o Nublu,  muitas coisas maneiras…

Tudo isso graças a várias pessoas a quem devo agradecimentos muito especiais como a Shirley, que cedeu seu apartamento para os workshops, a Karen, a Roanna e a Livia, que me levaram pra passear pela cidade com tanto carinho. A Irene vocês vão conhecer em breve. Ela vai passar uma temporada no Brasil filmando um documentário sobre samba. Aguarde e confie!

E finalmente um agradecimento de coração ao Trapiche Gamboa e ao Samba de Fato, que me deu tantas alegrias em quase 5 anos ininterruptos de rodas de samba todas as quartas feiras e que desde que voltei de viagem encerrei minha participação por lá. Naquela roda aprendi, aprendi, aprendi, aprendi, aprendi. Conheci Irene, Yuri Eiras, e tantas outras pessoas e coisas tão importantes pra mim.

Obrigadas mil pelo Brasil : )

UPDATE (11/05/2010) – by Irene Walsh!

Translation of Clarice’s post in English:

A friend, a sofa: New York

I don’t remember how exactly, in the span of 40 minutes of “roda de samba” (samba circle) at Trapiche Gamboa, I met and chatted with Irene. Quickly I told her many random stories of my life, and she that she was a “New Yorker” singer passionate about samba. I invited her to sing in the circle. Irene sang two songs. At the end of the night she gave me her card so that I could get in touch with her in case one day I appeared in New York. Chicago is so close to New York that I resolved to write Irene…In short, I stayed one week calling her sofa mine.

Irene surprised me with her multinational samba group. The quartet that accompanies her is made up of Japanese Yasu Okkotsu on guitar, a cavaquinho player and percussionist from Dominican Republic Marcos de Castro, an Indian Ranjan Ramchandani on percussion, a Brazilian Humberto Rosário on cavaquinho, and she, an American Irene Walsh on voice, singing in Portuguese without an accent. All are here in the video that I made of a rehearsal in Irene’s house (my sofa in the background). They created a samba circle in a place called Beco Bar, a small restaurant with Brazilian food located in Brooklyn.

Irene then invited me to participate in the samba show at Beco Bar as a special guest singing four songs from my CD, making it like a small CD launch there. The recording is here , too dark, but it gives a sense for the atmosphere of the party. The song is “Vertigem” by Cantoni and Sérgio Fonseca, and a conga solo at the beginning and end is Ranjan, the Indian that gave me a pandeiro lesson.

Irene, who became a great friend, worked me mercilessly. In the one week that I was there, beyond the rehearsals for my participation in the show, I had two pandeiro workshops, another individual lesson and one with a couple, a total of many hours playing pandeiro without stopping. Thank you, Irene! It was very enjoyable to wander around and work together. It couldn’t have been better.

In only one week that I was in New York I did as many things as I could to get to know the city, at times leaving out eating because I had no time! I found that Central Park should be called Central City (it’s another city in New York!), I was in the Museum of Natural History, in the museum that is a tribute to the World Trade Center, I ate in MacDonald’s (basic program), I saw the city from a building Top of the Rock, saw an Off Broadway play reading with very good actors (Irene is an actress that knows the group that staged it for a small audience), besides walking in Times Square, I went to MoMA, Nublu, many things…

Many thanks to people who I owe very specical thanks like to Shirley, who gave up her apartment for the workshops, to Karen, to Roanna and to Livia, that led me around the city with great affection. Irene you will know soon. She will spend some time in Brazil filming a documentary about samba. Wait and trust!
And finally a heartfelt thanks to Trapiche Gamboa and Sama de Fato, who gave me so much joy in almost five uninterrupted years of samba circles every Wednesday, and that since I returned [to Brazil] have ended my involvement there. In that samba circle I learned, learned, learned, learned, learned. I met Irene, Yuri Eiras, and so many other people and things that are important to me.

A thousand thanks from Brazil.

O show em Chicago foi dia 31 de março, mês passado, mas a ficha está caindo até hoje. Foi o show mais maneiro da minha vida. Logo na passagem de som o produtor que nos contratou chegou avisando: “We are sold out!” o que quer dizer “Acabaram os ingressos!”. A casa parou de fazer reservas quando chegou o número de 500 pessoas.  Era o primeiro dia de sol forte e calor na cidade, todos resolveram assistir à nossa música brasileira naquela noite.

Eu e meu precioso cunhado Phil Gomes fizemos o roteiro do que eu falaria, em inglês, começando pela frase: “Vou me desculpar pelo meu inglês mas gosto de acreditar que ele é parte do meu charme”. Todos riram da minha modéstia e UFA! fiquei à vontade pra falar bem devagar tudo o que eu queria (não era pouca coisa).

Olha como foi a primeirona, Meu saravá:

Os músicos são, da esquerda para a direita: o americano Steve Eisen (sopros), o brasileiro Luciano Antônio (violão e direção musical), o inglês residente nos EUA John Beard (cavaquinho), o americano Jack Zara (baixo acústico), o brasileiro Felipe Fraga (percussão) e o brasileiro Geraldo de Oliveira (percussão e produção do show).

A plateia era muito atenta, reagiam a cada coisa que eu contava sobre as músicas com risadas e “Ohhhs”. Muitos levantaram pra dançar perto do palco, o que foi bem divertido, virou uma festa. E quando as músicas eram lentas eles voltavam a apreciar sentados… uma fofura.

Presta atenção neste momento capturado pela minha irmã Leticia Gomes logo depois do show. Estou atendendo à solicitação da menina que pediu pra eu assinar sua camiseta do Brasil, tipo o Kaká:

Foi tudo verdade!!!

E assim foi o meu dia seguinte, no mesmo endereço do show, mas dentro de uma sala de aula:

Quando resolvi que vinha pra Chicago, ativei o “www.amigos.com/se vai longe” e botei a empresa Quem Tem Boca Se Arruma pra trabalhar.

Através do amigo Scott Feiner – do ótimo site pandeiro.com – entrei em contato com Geraldo de Oliveira, percussionista brasileiro que desde a década de 70 vive em Chicago e é uma das referências de musica brasileira na cidade.

Geraldo conseguiu, com a minha vinda, agendar um lançamento do meu cd num lugar muito legal, uma escola chamada Old Town School Of Folk Music. Serei acompanhada por músicos residentes em Chicago, sendo dois percussionistas mais o violonista, brasileiros, o baixista e o saxofonista americanos, e o cavaquinista, inglês. O vídeo abaixo eu fiz na noite em que fui assistir ao show de uns havaianos (um grupo chamado Hapa) que fez parte do mesmo projeto em que eu vou participar. O meu disco tocou duas vezes enquanto o povo esperava… olha o Meu saravá lá no fundo:

O show será na quarta-feira que vem e ontem tivemos o primeiro ensaio. Foi maravilhoso! Estou encantada com a receptividade de todos aqui com a “minha” música. Confesso que vim preparada para tocar algumas canções do CD misturadas a clássicos do nosso cancioneiro para agradar aos brasileiros da plateia. Mas não. Geraldo e o diretor musical (o violonista Luciano Antônio) só me fizeram uma exigência: se a musica é bonita, vamos tocá-la. Faremos um show praticamente idêntico aos que fiz no Rio, mudando apenas a ordem do roteiro para que eu toque mais pandeiro.

Está sendo muito gratificante trabalhar com essas pessoas que vivem tão longe de mim mas dividem de forma tão parecida o amor pela música brasileira. E vivem dela, também aos trancos e barrancos, também apaixonados.

Em Nova York vou encontrar outra pessoa especial que me ofereceu o sofá de casa pra eu ficar… contarei mais em breve!

A princípio foi um rompante de dinda: “Tenho que conhecer a minha afilhada!” Zara Blue, filha da miha irmã e agora comadre Leticia, nasceu em novembro passado e até fevereiro ainda nao conhecia a própria dinda.

Quebrei o porquinho de porcelana e, no dia seguinte do show do CCC (que foi maravilhoso!), estava eu saindo do Rio, nossa cidade-sauna, e partindo pra outra que me receberia coberta de branquinho. Ao ver a neve o corpo sofreu um choque de ordem térmica, mas sobrevivemos.

Chicago, aqui vim eu!

fotos: Leticia Gomes

Tanta coisa aconteceu desde o último post… Teve o show de lançamento na Modern Sound, que ficou sendo anunciado durante dias na MPB FM com ”Meu saravá” ao fundo… quem ouviu? Foi muito legal, tocava toda hora!

O show, que foi dia 29 de dezembro, tão perto do reveillon, ficou lotado e foi maravilhoso. O Pedrinho Miranda foi o convidado surpresa. Ele acabou de lançar um CD que foi escolhido o melhor disco do ano pelo JB (voto popular) e ficou entre os 10 melhores do Jornal O Globo, ou seja, não sou só eu quem acha o cara bom. Além de encantar com o gogó de ouro, o Pedrinho é famoso por suas lágrimas incontidas. Lá no show, além de cantar lindamente, o moço chorou de emoção! Ele é meu amigo há muito tempo e ficou emocionado. Eu fiquei também mas não chorei pra não borrar o rímel. Aqui tem um filminho de uma parte da linda participação dele no show da Modern Sound.

Virei figurinha fácil nas rádios da cidade: na Rádio Nacional eu bati um papo sobre o CD com a sambista Dorina, no auditório da Rádio Mec fizemos um show no programa “Ao vivo entre amigos”, apresentado por Marina Barreto. Na Roquette Pinto eu participei do “Vozes da Lapa”, apresentado pelo querido Edu Kriger, e até para a CBN eu dei entrevista, via celular, para a jornalista Maíra Menezes. Resumindo: metida? eu?

Olha aí embaixo o que saiu no jornal Zero Hora (de Porto Alegre) no domingo passado:

Clica na imagem e bota um zoom que dá pra ler direitinho! São 20 perguntas e respostas que respondi por email. É legal…

E marquem na agenda pro pós carnaval: o próximo show de lançamento será no dia 23 de fevereiro lá no CCC (Centro Cultural Carioca)!

Depois do primeiro tudo vai ficar mais fácil… A proporção desse lançamento no meu cérebro já estava me tirando o sono! Os pensamentos estavam lá no dia 7 desde o dia que a data foi escolhida: som, convidados, roupa, texto, música, divulgação, ensaios, mesas, escada, retornos… não cabia mais nada na caixola!  Ainda bem que quando foi chegando mais perto do dia a cabeça foi entendendo que era apenas mais um show, só com um pouco mais de responsabilidade que o habitual.

Eu achei que durante a apresentação eu ficaria emocionada demais, por tudo o que aquele momento significava pra mim. Mas não, consegui me concentrar em cantar o mais afinado possível e simplesmente curtir ao máximo aquelas músicas lindas (acho todas lindas!), porque eu curtindo era meio caminho andado pro público curtir também.  

Tocamos as 12 músicas do disco, mais 4 outras, não muito conhecidas. Um show de músicas desconhecidas o povo não tá acostumado a assistir, mas a quantidade de elogios ao repertório foi grande e me fez ter certeza de que acertamos nas escolhas.  Toda música conhecida e adorada hoje, algum dia foi ouvida pela primeira vez.

O próximo show de lançamento do meu primeiro CD solo será quinta-feira que vem, dia 17 de dezembro de 2009, na Editora Multifoco. Veja os detalhes clicando na página Shows de Dezembro!

Fotos: Kedson Kede, Cenário: Marcos Feio, Músicos: Júlio Florindo (baixo), Thiago da Serrinha (percussão), Cláudio Brito (percussão), Ana Rabello (cavaquinho), Lucas Porto (violão), Tuninho Galante (violão), Lysia Leal (coro), Denize Rodrigues (sopros).

Já está à venda online pelo site da Multifoco, é só encomendar que eles mandam pra qualquer lugar do mundo! Com dedicatória : )

Te encontro no show de lançamento do Trapiche!!!

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