Carioca de 1979, nascida e criada em Copacabana, Clarice teve sua trajetória musical iniciada num grupo de teatro onde, nas aulas de música, foi apresentada ao instrumento de percussão mais carismático do Brasil, o pandeiro.

Lançou em dezembro de 2009 seu cd de esteia como cantora pela gravadora Cedro Rosa, com produção de Tuninho Galante.

Em 2008 formou-se no Bacharelado em Música Popular Brasileira na Unirio, onde ministrou durante 3 anos um Curso de Extensão de Pandeiro sob orientação de Rodolfo Cardoso, professor de percussão da mesma universidade. Como professora de pandeiro já ministrou oficinas nos EUA (São Francisco, Chicago, Nova Yorque) e no Canadá (Toronto).

Profissionalmente, estreou em 1997 como integrante do grupo Pandemonium Orquestra de Pandeiros, onde cantava, tocava e participava da feitura dos arranjos percussivos. O grupo fez apresentações importantes como no 11o Prêmio Sharp de Musica, em 1998. A festa que homenageava Jackson do Pandeiro foi no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Na TV, a Pandemonium foi entrevistada por Jô Soares em seu programa.

Ainda em 1998, como corista e percussionista, Clarice fez parte do Cordão do Boitatá, prestigiado grupo de música regional apontado como um dos responsáveis pela volta dos blocos de rua ao carnaval carioca. Com o grupo, tocou em festas juninas, apresentou pastoris de natal e ainda participou de atos curiosos como a apresentação de um auto de bumba-meu-boi em pleno Largo da Carioca.

Ao se envolver com o samba e o choro frequentando rodas que se multiplicavam pelo Rio no final da década de 90, Clarice lapidou “na rua” sua forma de acompanhar regionais dos gêneros cariocas. Em 2000 foi chamada por Ignez Perdigão para participar de um grupo de choro composto por feras da MPB, o Choro na Feira. Como pandeirista do grupo, fez shows nos EUA (2001), tocou em centenas de bailes nas mais importantes casas de música ao vivo do bairro da Lapa, assim como participou de festivais de música e fez concertos em auditórios e palcos dentro e fora do Rio. Com o Choro na Feira, tem 3 cds gravados muito bem elogiados pela crítica especializada e mais de 7 mil cópias vendidas. Com eles está há 10 anos todos os sábados na roda de choro que ja é patrimônio cultural da cidade, na praça da Rua General Glicério, em Laranjeiras.

Como cantora e percussionista do quarteto de samba Batifundo desde 2004, dividiu o palco com bambas como Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Dorina, Xangô da Mangueira, Moacyr Luz e Monarco. Nos anos de 2006 e 2007 acompanhou, nos vocais e no pandeiro, o consagrado sambista Wilson das Neves em shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Desde 2006 participa como corista do Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso que acontece no período do carnaval, sempre com gravação de cd lançado todos os anos. O concurso abrange compositores de todo o Brasil e sua final é transmitida ao vivo pelo programa “Fantástico”, da tv Globo.

Desde 2008 coordena uma revista musical multimidia na Editora Multifoco chamada (((sala126))), cuja proposta inovadora já lançou artistas como Rubinho Jacobina, Ava e Lucio Sanfilippo.